quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Subiram ontem ao Monte Sinai

Subiram ontem ao Monte Sinai. Nós ajudamo-los a subirem através do nosso precioso voto. Vão a partir d’amanha começar a desfrutar de leite e mel na Terra Prometida. Vão molhar-nos com água suja que escorre nas estradas esburacadas que compõem a fisionomia das nossas cidades, vilas e aldeias. Nas cidades vamos, pelo menos, ter acesso a esses homens escolhidos pelo Deus de Abraão, de Isaac e de David. Nas vilas algumas vezes, principalmente quando para lá forem pescar algum valor de ajuda de custo e testarem a potência dos seus 4WD que o nosso imposto comprou e que, o nosso voto, naquele 28 de Outubro escaldante, carimbou o passaporte destes ao paraíso dos salários e mordomias exorbitantes.
Foi bom termos ajudados mais alguns e a cimentar outros nesta luta de Combate a Pobreza Absoluta! Só lamento o facto não conhecer quem me representa. A nossa lei eleitoral goza com o exercício de cidadania ao permitir que um deputado natural de Maputo represente o círculo eleitoral de Cabo Delgado, o de Tete represente a Província de Maputo ou Zambézia; o de Nampula represente Gaza, o de Cabo Delgado represente Inhambane e os dessas regiões representem Sofala, Lichinga e por aí em diante. Consequência: esses ditos representantes do povo ficam alheios às realidades dessas zonas e não conseguem comunicar perfeitamente com o povo a quem julgam representar. Não nos esqueçamos que a metade da população moçambicana é literalmente analfabeta e 99% dos 20,2 milhões de moçambicanos são politicamente analfabetos.
Perante esta realidade não há nada que fazer enquanto a lei eleitoral não for revista no sentido de acabar com o sistema proporcional de lista. Bihale apenas exige a esses filhos bem-aventurados chamados deputados exijam aos membros do Governo (igualmente por nós escolhidos) a construirem as escolas que prometeram aos meus irmãos; a criarem o emprego que prometeram a todos jovens que serviram de escadas rolantes para o cimo dos salários auferidos no Jardim da 24 de Julho, nosso Parlamento e no Cais (nosso Governo); a abrirem os furos de água para a minha mãe porque ela também votou e “votou bem”, que a estradas, as fábricas, as pontes, os hospitais que prometeram sejam construídos, que tragam maquinarias e insumos agrícolas para a minha mãe camponesa aumentar a sua área de cultivo e eliminar a fome, tal como lhe prometeram.
Por fim, pedir que esses “representantes” que visitem os locais onde cinicamente pisaram aquando da caça ao voto. Tenho a certeza de que aquela população indigente a quem prometeram reabilitá-la estará a sua espera.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

A forma(ta)ção nas universidades públicas

Publico o artigo do Estudante Nhamirre. Achei-o importante para estar aqui no MANISFESTO
Canal de Opinião: por Borges Nhamirre
Maputo (Canalmoz) - Não posso passar indiferente ao dia do estudante universitário, sendo eu próprio estudante universitário. Ao celebrar o Dia Internacional de Estudante Universitário, quero partilhar as minhas aflições em relação à formação nas universidades públicas moçambicanas. O papel da universidade é, ou devia ser, de formar cidadãos, no sentido de que ser cidadão implica conhecer e exigir seus direitos e conhecer e respeitar seus deveres. Significa saber que quando o Estado me atribui uma bolsa de estudo, é para garantir a minha formação, não se trata de favor nenhum. Antes pelo contrário, trata-se de uma obrigação que o Estado tem para comigo. Saber que devo exigir que os gestores do Estado – o Governo – me garantam a formação. Acontece, porém, que as nossas universidades estão mais viradas para a formatação, do que para a formação. Formatar é um termo mais usado nas TIC. Refere-se, por exemplo, a um disco magnético, que é preparado para que o sistema seja capaz de gravar e ler dados no disco, criando assim estruturas que permitam gravar os dados de maneira organizada e recuperá-los mais tarde.
Ao que me consta, é exactamente isso que sucede nas nossas universidades públicas. Os estudantes são formatados, ou seja, são preparados para memorizar o que os ideólogos do regime, disfarçados em docentes, dizem. E mais tarde, quando já ostentam títulos de doutores e de académicos, voltam-se para a sociedade e reproduzem os mesmos discursos. Isso desenvolve-se com muita facilidade, na medida em que a maioria dos estudantes de universidades públicas é proveniente de famílias de classe baixa e média-baixa.
Ultimamente, as famílias com posses colocam seus educandos nas universidades privadas nacionais e/ou no exterior. Perante estudantes oriundos de famílias sem recursos, os professores ideólogos encontram terreno fértil para plantar ideologias. Tentam fazer entender ao estudante que o facto de estar a estudar numa universidade, na cidade capital do país, sendo ele nativo de uma zona recôndita, sem luz, água potável, muito menos uma universidade, significa que está a beneficiar do favor do Governo. Como retribuição, directa ou indirectamente, o estudante que foi tirado da aldeia para estudar na cidade capital, é obrigado a filiar-se à célula do partido governamental, que até está perto. Funciona numa sala improvisada na sua faculdade.
O estudante não tem a moral, nem coragem, para negar filiar-se no partido governamental, por mais que discorde completamente da sua ideologia. Mas a filiação do estudante no partido Frelimo, não é a meta final. Depois de filiado, o estudante deve participar nas reuniões da célula que ocorrem na faculdade, onde participam elementos ligados à direcção da faculdade, que têm a missão de levar o estudante a acreditar que só sendo membro do partido governamental é que poderá lograr a alcançar sucesso na vida pós-formação.
O estudante é formatado e levado a acreditar que só sendo leal ao regime, concordando publicamente com todas as acções do partido no poder, poderá obter bom emprego depois da formação, ou ganhar bolsa de estudo para prosseguir com a sua formação no exterior.
O estudante filiado à célula do partido não tem coragem de manifestar seu pensamento contrário à acção do governo. Sente-se, por uma lado, comprometido com o partido no poder, e por outro, consciencializa-se que o Estado lhe prestou favor, ao lhe dar oportunidade de estudar na universidade. Como implicação, o estudante não desenvolve consciência crítica, acha que pensar diferente é ser da oposição. E ser da oposição é ser daquele partido adversário do meu. Adversário do partido que me deu a oportunidade de vir a Maputo fazer a faculdade. Como consequência, temos doutores de títulos, mas que não sabem raciocinar logicamente.
Temos doutores como Carlos Jeque, que falando como jurista, diz que não é grave exceder prazos legais na publicação de deliberações, como se um tribunal aceitasse um recurso intempestivo. Como consequência temos doutores que acreditam que se formaram à custa de favores do Estado. São doutores que duvidam das suas própria competências, que pensam que tudo o que são foi à custa de favores, que sentem que devem retribuir os favores. Isto alastra-se até ao mercado de trabalho. Estes doutores, formatados (não formados), nas universidades públicas, só servem para instituições públicas, onde a cor partidária é mais importante do que a competência. No sector privado, onde a competência e criatividade são indispensáveis, não há espaço para estes estudantes de hoje e doutores de amanhã. Isso tem implicações graves para o país. Os melhores engenheiros, os melhores advogados, os melhores treinadores da selecção nacional, os melhores docentes, os melhores médicos, ou se formaram no exterior, ou são estrangeiros. A quem cabe reverter esta realidade? A nós todos, começando por cada um de nós.
Com este texto, acredito que já iniciei a fazer a minha parte. PS: Parabéns a todos estudantes universitários moçambicanos, no país e na diáspora, nas universidades públicas e nas universidades privadas. Somos o garante do Moçambique de amanhã. Cabe a nós decidirmos que País queremos ser. Um abraço especial vai para todos estudantes do Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI), minha faculdade, que apesar dos problemas que tem, tirando a implantação da célula partidária, considero-a uma das melhores do país, até que me provem o contrário.
(Borges Nhamirre) 2009-11-18 04:59:00

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Meditações

Vós sois os tais mandatários e donos da nação. Nós somos os tais vassalos, pagadores de tributos e escadas para subirem ao monte Sinai. Lá em direcção ao Canã onde patos geram riquezas. Recordam-se quando beijavam os nossos rostos assoreados pelo suor nauseabundo? Acho que não. A vossa memória é curta ou ficaram amnésicos mal que sentaram no Sofá de pessoas dinâmicas que gozam a vida.
De tempo em tempo nos enganam. Mentem para nós. Prometem, desmentem e nos tornam crianças menos pensantes ou juntas de bois de tracção. Batem-nos e tornam-nos escravos. Trabalhamos para vós, vossos filhos, vossos netos, vossos bisnetos, vossas famílias…Somos eternos vagões de votos para alimentar os gostos. Detergentes nós somos para limpar vossas sanitas por onde passam os dejectos de iguarias mais especiais e internacionalmente padronizados pagos com a nossa força, oh nossos dirigentes!
Tudo fazem em nome de heroicismo, patriotismo, exorcismo da pobreza. Sois combatentes tenazes da nossa indigência absoluta e sintética, doutrinários de combate ao burocratismo, deixa- andar e corrupção. Sois mensageiros, apóstolos e evangelistas do imperialismo. Sim doutrinários da auto-estima. Sois verdadeiros catedráticos da teoria das necessidades básicas humanas de Maslow.
Heroicismo? Patriotismo? Combatentes da pobreza? Professors da auto-estima? Não corruptos? Um herói não destrói o país dele. Não compra pão fora do país diariamente. Não vende as Forças Armadas nem o seu património. Não envia seus filhos para estudarem em escolas de renome internacional na América nem na Europa. Não confia em consultores estrangeiros nem em firmas estrangeiras.
Patriotas são os que tudo fazem para engrandecer a pátria. Morrem pobres como o fizeram Samora, Mondlane, Simango, Gomane, Guambe, entre outros. Patriota não é abutre. Não é corrupto. É uma pessoa sensata, culta, com cultura de Estado. Conhece as cores da sua bandeira. Valoriza as instituições da sua pátria. Não insulta nem descasca as instituições públicas nacionais fora nem dentro do país. É homem com identidade única e nacionalista. Tem consciência da sua nação.
Combatentes da pobreza? Como se combate a pobreza em carros de luxo, em jantares de gala, em hotéis de vinte estrelas situados no meio de maioria sofrida sem água potável nem luz, nem medicamentos e com dúvida permanente de sobrevivência? Puro engano! Destruam as vossas casas de luxo, vossos condomínios, vossos prados e avionetas particulares e construíam bairros. Abram furos da água, edifiquem escolas e hospitais, construíam estradas…lembrem-se que não somos pobres, temos mentes empobrecidas pela ganância e exploração do homem pelo homem.
Querem recrutar-nos para a luta contra a corrupção? Estamos prontos a combater. Mas, saiam de frente generais ambiciosos, gananciosos, aves da rapina. Devolvam tudo quanto roubam e vão festejar nas cadeias. Lá vão ter o Prémio Milionário Mo Ibrahimo, porque este prémio só ganham os que a melhor liderança mostram em frente do silêncio do poder – aquilo que fazem e não nos dizem e aquilo que nos dizem e não fazem. E como a corrupção é uma componente deste silêncio, com certeza vão ganhar.
Dúvidas não temos de que sois Professors de auto-estima. Ontem ensinaram-nos o Marxismo – Lenismo. Nós aceitámos e pobres vulneráveis que somos, seguimos. Afinal era uma estratégia para falirem todas as empresas. Elas faliram, estamos no desemprego perpétuo e vós sois PCAs e accionistas de tudo quanto se chama empresa. Venderam tudo: casas, empresas, material de guerra, as Forças Armadas, a Polícia, as armas, os Serviços de Informação do Estado, igrejas, escolas, programas de ensino, hospitais, sistemas de saúde, a justiça, o sistema de justiça, e a nós todos. Venderam o território, a população e a soberania. Venderam o Estado. O nosso Estado está vendido em nome de combatentes da luta de libertação nacional, da luta pela democracia multipartidária, em nome do combate a pobreza absoluta, em nome da auto-estima.
Por isso, combatem a corrupção depositando rios e rios de dinheiro que desaguam no delta dos Bancos da Suiça; defendem a qualidade de ensino em Moçambique, enviando os vossos filhos às melhores escolas e universidades dos Estados Unidos da América e da Europa; concedem bolsas de estudo a vossa família, aos familiares e amigos, numa perspectiva nepotística; paradigma de salve-se quem poder, cada um por si, Deus para todos. É lição de igualdade de oportunidades que aprenderam na luta de libertação nacional e nas matas de Gorongosa quando lutavam pela democracia. É o tal propalado patriotismo e auto –estima com que nos bombardeiam nos vossos discursos repetitivos. São bases de um futuro melhor que nunca tivemos, não temos e nunca teremos. É a democracia multipartidária de que julgam serem pais. É este o ideal de Eduardo Mondlane, de Urias Simango, de Samora Machel, Kankomba, Muthemba, de Joana Simeão, de Padre Gwengere, de Leo Mila, de Paulo Gomane, Lázaro Nkavandame, Mataka, Gungunhane, Farlai, Khupula Muno, Matsangaíssa, Njunga, anónimos …., nossos verdadeiros heróis.

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Meu Diário da Campanha

Desafio todas promessas eleitorais e ouso em chamá-las de irrealizáveis. Nego tudo quanto oiço e espero ver para crer. Não votarei porque conheci programa do Galo, da Perdiz, da Maçaroca, do Pangolim nem do Peru. Votarei porque lá tenho que ir votar mesmo não sabendo em que, em quem, porquê, para quê?
As promessas deles são iguais. Os desafios deles não se diferem. Os objectivos deles são idênticos. Prometem casas, emprego, água, hospitais, escolas, limpeza das cidades, medicamentos, créditos, estradas, pontes…todos têm a JUVENTUDE como desafio e aposta. O objectivo deles é comum: assaltar o Metical da 24 de Julho (Assembleia da República) e as mordomias da Ponta Vermelha (Palácio Presidencial).
No meu programa eleitoral esses políticos todos não merecem voto de ninguém porque apenas querem satisfazer os seus interesses em nome do povo. Todos eles deveriam saber que o povo é mais importante que os bons salários que auferem quando lá sobem, vivem e convivem até se esquecerem de quem lá os colocou: o povo. E no programa eleitoral esses precisam de uma lição: greve geral traduzida em abstenção geral. Ai eles vão aprender a prometer, no mínimo, o cobrável.
No meu programa eleitoral nenhum desses políticos explica quantas escolas vai construir, quantos poços vai abrir, quantos quilómetros de estradas vai construir; quantos hospitais, quantas escolas, quanto, quanto, quanto, quanto….Quantos jovens existem e quantas casas são necessárias para cada um deles morar condignamente em compensação do seu voto? Quantos camponeses existem e quantos tractores, quantas toneladas de fertilizantes, sementes e quantas alfaias agrícolas serão necessários para eles aumentarem a produção, combater a fome e a pobreza? Para agravar o meu desagrado não dizem como concretamente irão realizar tais promessas.
No meu MANIFESTO eleitoral não aceito tudo quanto me dizem ou oiço. Sobre a JUVENTUDE? Pura indignação! Jovem que sou não aceito ser instrumentalizado. Mas porque não encho essa Pátria Amada maioritariamente JOVEM e ela própria JOVEM dos seus TRINTA E TRÊS anos, que aos postos de votação afluam os jovens para irem decidir o seu futuro. Porém, um apelo: não se esqueçam que os que concorrem estão já a usufruir do seu futuro e, portanto, não pensam senão neles próprios. Nós devemos pensar em nós mesmos mudando o presente deles para moldarmos o nosso futuro.
Para fechar o meu MANIFESTO eleitoral afirmo: não vote em ninguém senão em si próprio e no seu futuro porque se política em si já é um mal, a democracia é seu veículo letal e venenosamente fatal. Em democracia o povo não é mais do que uma camisinha. Sim isso mesmo. Uma camisinha. Uma camisinha que é usada pelos políticos para manter uma relação sexual com o poder e que depois desta relação e todo prazer relacionado é atirada para a caixa de lixo ou enterrada, até ao próximo acto sexual. E o próximo acto sexual são as eleições da legislação seguinte ao acto eleitoral anterior. Sim, isso mesmo: Daqui a 5 anos.

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Ecos do Monte Domwe II: “Em Tete - Dómuè sem água potável”

Quando alguns dizem que fizeram alguma coisa para o povo do Planalto de Angónia, eu continuo incrédulo, pois o jornal notícia me diz: "Em Tete - Dómuè sem água potável. O Posto administrativo de Dómuè, no distrito de Angónia, ao norte da província de Tete, está a atravessar uma crise de falta de abastecimento de água potável a cerca de 173 mil habitantes residentes na região, o que contribui para o surgimento de diarreias devido ao consumo de água” imprópria” (itálico meu).
Quando por Domwe passaram em busca do eleitorado ca disseram que fizeram grandes realizações. Eu lhes desafio e o jornal notícias testemunha-me: “ (…) o posto conta com uma rede constituída por 167 unidades de abastecimento de água potável distribuídas pelas comunidades, sendo na sua maioria constituída por furos acoplados a bombas manuais, número considerado bastante insignificante para atender à demanda dos habitantes daquela região, a mais povoada do distrito de Angónia” (itálico meu).
Quando escrevi que as bombas de abastecimento de água no Planalto de Angónia estavam inoperacionais, alguns fanáticos do meu partido criticaram-me, argumentando que eu não tinha a veracidade dos factos, estava equivocado e falava como um político da oposição.
Afinal os equívocos estavam com eles, pois o jornal notícias colheu dados de quem vive o dia a dia da população, refiro-me do administrador, que disse: "Do universo das fontes de abastecimento de água existentes em Dómuè, apenas estão operacionais 144 bombas e as restantes encontram-se avariadas. O principal problema é a falta de peças sobressalentes para a sua reposição em caso de avaria pois existem em todas as comunidades comités de gestão do sistema de abastecimento de água que se responsabilizam pela manutenção periódica e sistemática das fontes de abastecimento de água potável"
Quando escrevi há dias que do cume do Monte Domwe via mamanas a percorrerem longas distâncias a procura de água disseram que era uma mania de um jovem imbuído de espírito opositor. Porém, os factos provieram do administrador que concorda comigo dizendo que “ em certas regiões mais para o norte do posto e junto à fronteira com o distrito de Macanga, as populações disputam água com animais selvagens e domésticos que contribuem para o surgimento de casos de conflitos entre o Homem e fauna bravia". Mesmo com estes factos eles fizeram, eles é que fazem e eles são os que farão com que não exista água potável no Planalto de Angónia e noutras zonas rurais do país. São eles que fizeram, fazem e farão com que se morra de doenças diarreicas tal como está a acontecer em Domwe? Fonte: Jornal Notícias Maputo, Quarta-Feira, 23 de Setembro de 2009::